Planaltina de Goiás, Luziânia e Senador Canedo são as cidades com maior taxa de homicídios de Goiás, diz Atlas da Violência

  • 26/05/2026
(Foto: Reprodução)
Vista aérea da cidade de Planaltina de Goiás: cidade ficou em 1º lugar, entre as goianas, na taxa de homicídios estimados Reprodução/Site a Prefeitura de Planaltina de Goiás As cidades de Planaltina de Goiás, Luziânia e Senador Canedo lideram as taxas de homicídios estimados em Goiás, de acordo com o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Os dados se referem a 2024. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP) disse que os três municípios líderes do ranking apresentaram forte redução da violência nos últimos anos e nenhuma cidade goiana aparece entre as mais violentas do Brasil (leia a íntegra da nota ao final da reportagem). De acordo com a pesquisa, as taxas de homicídios estimados, por 100 mil habitantes, nesses municípios foram: Planaltina de Goiás: 32,5 Luziânia: 31,1 Senador Canedo: 27,1 ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Nenhuma cidade goiana ficou entre as vinte mais violentas do país, segundo o Atlas. Em relação às capitais, Goiânia aparece em 24º lugar, com uma taxa de homicídios estimados de 14,7 em 2024, abaixo da média nacional, de 23,4. O desempenho da capital goiana representa uma queda de 52,1% na comparação com 2019. Agora no g1 LEIA TAMBÉM Suspeito de tentar matar esposa e manter três enteados em cárcere morre após confronto com policiais em Goiás Jovem é morta pelo namorado dentro de condomínio em Goiânia, diz polícia VÍDEO: Mortes no centro de Goiânia aumentam sensação de insegurança De acordo com o Ipea e o FBSP, as taxas de homicídio são calculadas considerando-se as populações estimadas com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise do Atlas abrange dois tipos de dados: homicídios registrados: registros oficiais classificados como homicídio, que correspondem às mortes ocasionadas por agressões ou por intervenção legal; homicídios estimados: quantidade dos homicídios ocultos estimada, com base na metodologia de autores que considera a reclassificação de parcela das Mortes Violentas com Causa Indeterminada (MVCI) como homicídios. No caso dos registros oficiais, as bases utilizadas foram as do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde (MS). O g1 não conseguiu contato com a Prefeitura de Planaltina de Goiás até a última atualização desta reportagem. Já a Prefeitura de Senador Canedo foi contatada, mas ainda não retornou. Já a Secretaria de Comunicação de Luziânia encaminhou a demanda para o coronel Alessandro Arantes, da Polícia Militar, responsável pelo policiamento da região. Em entrevista ao g1, o coronel disse que os dados do Atlas divergem dos que integram o observatório da PMGO. Segundo Arantes, a pesquisa do Ipea e do FBSP considera homicídios casos que não são classificados dessa forma pela Segurança Pública. "Os confrontos policiais, por exemplo, ele (o Ipea) considera como homicídio. Na verdade, é um confronto, a gente não considera o confronto policial como homicídio", explica o coronel. No caso de Luziânia, de acordo com Arantes, a taxa de homicídios registrada em 2024 foi de 21 a cada 100 mil habitantes, segundo a base de dados da Polícia Militar. "Para você ter uma ideia, nós estamos hoje, em Luziânia, há 28 dias sem homicídio", completou. Em relação às considerações feitas pelo coronel, o Ipea afirmou, por meio de nota enviada ao g1 na quinta feira (28) , que o conceito de homicídio equivalente à soma das mortes por agressão com as por intervenção policial, seguindo a metodologia adotada internacionalmente e o Protocolo de Bogotá. O instituto afirmou, ainda, que os homicídios registrados no Sim, do Ministério da Saúde, são comparáveis às mortes violentas intencionais, a partir dos registros policiais, que correspondem à soma das tipologias policiais de homicídio, feminicídio, lesão corporal dolosa seguida de morte, latrocínio e mortes por intervenção policial. "Portanto, como apontado reiteradamente no documento, os homicídios tratados no Atlas não se confundem com os homicídios do Código Penal, mas podem ser comparáveis às mortes violentas intencionais das polícias", disse o Ipea. O instituto destacou, ainda, que, ao contrário do que disse o coronel, o cálculo do Atlas não considera as mortes violentas no trânsito, classificadas pelo Sim como acidentes. Segundo o Atlas, os dez municípios goianos que registraram as maiores taxas em 2024 foram: Planaltina de Goiás: 32,5 Luziânia: 31,1 Senador Canedo: 27,1 Aparecida de Goiânia: 24 Jataí: 19,9 Caldas Novas e Formosa: 19,1 Águas Lindas de Goiás: 18,7 Novo Gama: 17,7 Itumbiara: 16,9 Rio Verde: 15,5 Após a publicação da reportagem, a Secretaria de Comunicação de Luziânia encaminhou uma nota acrescentando que os dados utilizados em recentes levantamentos divulgados sobre índices de violência no município incluem diferentes naturezas de ocorrências e, em muitos casos, são baseados em projeções estatísticas, não representando exclusivamente os números efetivamente registrados (leia a íntegra da nota ao final da reportagem). Leia a íntegra da nota da Secretaria de Segurança Pública de Goiás: "O Atlas da Violência 2026 aponta que Goiás registrou a segunda maior queda na taxa de homicídios do país na última década (2014-2024), com retração de 58,4%. Entre 2019 e 2024, a redução foi de 43%, colocando Goiás como a terceira maior queda nacional no período e entre os únicos estados com redução anual contínua dos homicídios. Os três municípios citados também apresentaram forte redução da violência nos últimos anos e nenhuma cidade goiana aparece entre as mais violentas do Brasil. O Entorno do Distrito Federal e a Região Metropolitana de Goiânia deixaram de integrar os cenários de maior criticidade do país, revertendo uma realidade histórica marcada pelo avanço da criminalidade. Os dados demonstram o resultado direto das políticas de segurança pública adotadas pelo Estado, com integração das forças policiais, investimentos em inteligência, tecnologia e combate permanente ao crime". Leia a íntegra da nota da Prefeitura de Luziânia: "A Prefeitura de Luziânia esclarece que os dados utilizados em recentes levantamentos divulgados sobre índices de violência no município incluem diferentes naturezas de ocorrências e, em muitos casos, são baseados em projeções estatísticas, não representando exclusivamente os números efetivamente registrados. Conforme explicado por especialistas responsáveis pelos levantamentos, índices como o de 31 homicídios a cada 100 mil habitantes, em 2024, correspondem a estimativas do que poderia ocorrer, e não aos registros oficiais consolidados. Além disso, os dados apresentados somam ocorrências distintas, incluindo mortes em confronto policial e até casos de acidentes fatais, como atropelamentos, o que amplia os números gerais e exige uma análise técnica mais aprofundada para evitar interpretações equivocadas sobre a realidade da segurança pública local. Os indicadores oficiais demonstram, inclusive, uma tendência contínua de redução da violência e, consequentemente, do número de homicídios. A Prefeitura reforça que Luziânia já esteve entre as cidades mais violentas do mundo anos atrás, e hoje, com investimento em ações integradas de segurança, ampliação do videomonitoramento, melhoria da iluminação pública e apoio às forças policiais, consegue garantir mais tranquilidade, segurança e qualidade de vida à população". 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/05/26/veja-as-cidades-com-as-maiores-taxas-de-homicidios-em-goias-segundo-o-atlas-da-violencia.ghtml


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